Inauguração do Bazar do Japão

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O jornal caxiense ‘Voz do Povo’ de 05 de março de 1932 trazia a propaganda comercial que anunciava a inauguração da loja Bazar do Japão, a primeira loja que daria inicio ao império do comerciante Alderico Silva.

A loja situava-se na rua 1º de agosto, em frente ao Bazar Elegante, de propriedade de seu irmão José Delfino da Silva. Vendia produtos para o publico feminino e masculino do mais fino que o comercio local oferecia. O lema do Bazar era “Vender barato para vender muito e bem, servir a todos que o procuram”. Lema que tornaria Alderico Silva o comerciante mais rico da região maranhense.

Com a explosão da segunda guerra mundial e o Japão fazendo parte do Eixo, declarado inimigo do Brasil, o Bazar do Japão mudou de nome para “Armazém Caxias”. O Armazém Caxias depois mudou-se para a Travessa José Ferreira Guimarães que ia da rua Aarão Reis até a Praça Gonçalves Dias.

1932 - ALderico Silva

Homenagem a independência do Maranhão

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A edição do dia 28 de julho de 1916 do Jornal do Brasil editado na então capital do Brasil, Rio de Janeiro, traz uma homenagem a data da independência do Maranhão, ocorrida em 28 de julho de 1823, nove meses depois de D. Pedro I dar o grito as margens do Ipiranga.

Nesta edição especial a capa traz além da imagem de políticos maranhenses da época (como o Governador Herculano Parga e Senador Costa Rodrigues e Deputados Coelho Neto, Collares Moreira e Dunshee de Abranches) e imagens da capital São Luís, duas fotos da cidade de Caxias, a segunda mais importante do Estado naquela época. O largo da Matriz e o largo de São Benedito, ambos ainda sem urbanização.

Caxias só assinaria a sua independência quatro dias depois, no dia 01º de agosto na frente da Igreja de Nossa Senhora da Conceição e de São José.

Exposição no palacete do Comendador Alderico Silva

O palacete do Comendador Alderico Silva recebe exposição de duas artistas caxienses: Tita Rego e Valmira Salazar. O visitante pode aproveitar e conhecer um pouco da residência dessa figura importante na cidade. As peças estão a venda com 50% de desconto. A entrada é gratuita.

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Partida do poeta Vespasiano Ramos

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O jornal caxiense ‘O Caixeiro’ de 17 de janeiro de 1916 dá a noticia da viagem para São Luis do poeta Vespasiano Ramos. Era a ultima vez que o poeta estivera em sua terra natal que tanto amava.

“Para a capital seguiram a 11 deste, o poeta Vespasiano Ramos, Raimundo Luz e Silva e Pedro da Cruz Oliveira, que deixaram-nos suas despedidas”.

Dali ele partiria para Belém, Manaus e enfim Porto Velho onde morreria no dia 26 de dezembro daquele ano.

Curiosidade: Três dias antes da viagem de Vespasiano Ramos, no dia 08 de janeiro, falecia o Dr. Antonio Eduardo de Berredo, conforme dá a noticia abaixo. No mesmo dia a Câmara de Vereadores se reuniu em sessão extraordinária  para homenagear esse medico que muito fez por Caxias. Em sua homenagem a Rua das Oliveiras ganhou o nome de Rua Eduardo Berredo, conhecida como Rua Dr.Berredo.

Correção do artigo “Um crime na Rua do Comércio”

A pedido da família venho fazer a seguinte correção:

1 – O nome correto da morada do imóvel demolido é Florise Maria da Cunha Soares. Ela não foi a ultima residente do imóvel a falecer e, assim como dona Florise, toda a família tinha o maior interesse em sua preservação.

O blog deixou claro desde quando noticiou a derrubada do imóvel que tal atitude não partiu dos herdeiros da família, mas sim do novo proprietário.

Fica aqui o reforço na informação!!!

Um crime na rua do comércio

Na noite da ultima quarta-feira começou uma movimentação estranha pela estreita rua do comércio. Enquanto a cidade dormia e descansava no feriado ocorreu o crime. Quando os trabalhadores chegaram cedo na rua veio o susto. Se depararam com a cena, ou melhor, a falta dela. O imóvel centenário havia desaparecido.

Embora essa história pareça absurda ela é mais comum do que se imagina. Imóveis tombados pelo Decreto Estadual de 1990 que deveriam passar por uma avaliação técnica para qualquer tipo de obra acabam sendo demolidos por completo.

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Fachada em Meia Morada (porta e duas janelas) – Demolido

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O Imóvel

O imóvel de meia morada data do século XIX em que a predominância da arquitetura era o estilo português. Uma das características desse estilo são casas geminadas, coladas umas nas outras sem os afastamentos laterais e frontais. O imóvel começava na Travessa José Guimarães e terminava na Rua do Comércio. Ao longo do tempo ele veio sendo desmembrado e vendido pela família.

Com o falecimento da última moradora do imóvel, a senhora Florice Villa Nova, que queria a preservação da casa, o imóvel foi vendido a um comerciante que pretende anexar a área a seu prédio que fica na rua Aarão Reis.

A nós caxienses só resta lamentar e cobrar as autoridades competentes que façam alguma coisa.

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Variação de piso em ladrilho hidráulico e barro cozido – destruídos

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Corredor de entrada e forro – destruídos