Sobreposição – Caxias ontem e hoje – 07

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Residência dos poetas Gonçalves Dias e Coelho Neto

Antônio Gonçalves Dias e Henrique Maximiliano Coelho Neto são dois dos principais nomes que figuram no panteon caxiense.

O sobrado na Rua do Cisco (antiga Benedito Leite e hoje Rua Fause Simão) em que residiu o poeta quando jovem, era residência e comercio de seu pai, o português João Manoel Gonçalves Dias onde o poeta iniciou sua vida no trabalho lhe auxiliando na década de 1820. Até metade do século XX após falecimento dos responsáveis, o imóvel veio se deteriorando. De nada adiantou o clamor para sua preservação nos jornais. O imóvel fora demolido e vendido. O registro fora feito por Pedro Guimarães Pinto para o livro ‘Fran Paxeco e as figuras maranhenses’ de Joaquim Vieira da Luz de 1957. A foto atual é de minha autoria de maio de 2016.

A família de Coelho Neto residia na Rua da Palma que ligava a igreja Nossa Senhora da Conceição e Nazaré (Matriz) a Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Nascia por terrível coincidência no ano que aconteceria a trágica morte de Gonçalves Dias em 1864. A foto bastante reproduzida como a casa em que nascera Coelho Neto na verdade é o imóvel reformado para abrigar a sede do Centro Artístico Operário Caxiense na década de 1930. Por ser de uma família humilde a casa era simples, possivelmente porta e janela, meia morada ou até morada inteira que eram os estilos usados na época. Na década de 1960/70 a casa fora totalmente reformulada recebendo a fachada que se mantém até hoje com os lemas do Centro Artístico. A rua ganhou no início do sec.XX o nome do poeta. A foto atual é do início de 2016.

A única referência sobre as figuras que orgulham nossa terra é uma placa na porta do Centro Artístico indicando que ali nasceu Coelho Neto. No local em que residia Gonçalves Dias, absolutamente nada. Os dois poetas são tratados por sua terra natal, assim como as demais figuras ilustres, em total revelia e abandono.

Sobreposição – Caxias ontem e hoje – 06

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Missa de inauguração da estátua do Cristo Redentor em 1950.

Em memória ao Congresso Eucarístico Sacerdotal ocorrido em Caxias entre os dias 29 de junho a 04 de julho de 1937, construiu-se um monumento em frente à Igreja da Matriz. Era uma cruz de concreto que acabou sendo demolida, pois não agradou os caxienses. Em 1949 deu-se a ideia da construção de uma réplica do Cristo Redentor do Rio de Janeiro, tendo comissão responsável pelo movimento: Monsenhor Gilberto Barbosa, Fontenele Viana, Aniceto Cruz, Almada Lima, Paulo Matos e João Lobo.

A cargo do artista caxiense Raimundo Nonato Teixeira dos Santos (Mundico Santos) ficou a responsabilidade de sua moldura também em cimento. Já no início de 1950 ficou em exposição uma maquete da estátua afim de arrecadar dinheiro para financiar a obra. Foi feito bingo, doações particulares e ajuda do governo para sua construção. A estátua mede três metros, sendo que seu pedestal mede 09,80 metros de altura.

Sobreposição – Caxias ontem e hoje – 05

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José Delfino da Silva e família

José Delfino (sentado) nasceu na cidade de Pedreiras e ainda jovem veio com toda a família residir em Caxias. Aqui tornou-se um dos mais importantes comerciantes da região, sendo proprietário da firma J.D. Silva. Era irmão mais velho de Alderico Silva, futuro Comendador, e que foi seu empregado quando jovem. Na política foi eleito vice prefeito de Caxias em 1925, onde na renuncia do titular acabou assumindo o governo, porem também renunciou. Era um dos apoiadores da Aliança Liberal na cidade, movimento que culminou na Revolução de 30.

Era membro da Maçonaria e um dos fundadores do Rotary Club em 1941, ao lado de Eugenio Barros, Nachor Carvalho, Alcindo Cruz Guimarães e outras figuras da alta sociedade caxiense. Ajudou a fundar ainda: Associação Comercial de Caxias (1920), Ginásio Caxiense (Década de 1930), Centro Cultura Coelho Neto (1947) que viria a ser posteriormente o Colégio Coelho Neto.

Sua residência conhecida como “Delfinlândia”, situa-se na rua 1º de Agosto, no centro histórico. O imóvel atualmente está abandonada com parte de sua estrutura desabando. A foto em preto e branco data provavelmente da década de 40/50.

Sobreposição – Caxias ontem e hoje – 04

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Rua Afonso Cunha – (por volta do inicio do século XX e o comercio de hoje)

Mais conhecida como Rua do Comércio, é o coração comercial da cidade. É uma das ruas mais antigas de Caxias. Antigamente chamada de Rua Dias Carneiro, teve o nome alterado para Afonso Cunha em homenagem a esse político e poeta falecido na década de 1950.

Com o crescimento urbano da cidade, casas de comercio, bares, jornais e clubes mudaram-se das margens do Itapecuru para os largos e ruas como a Rua dos Quintais (Aarão Reis) e Dias Carneiro. Foi uma das primeiras ruas agraciadas com iluminação por lampiões a querosene. No século XX a rua servia também para residência de grandes comerciantes como Coronel Trindade José Vidigal, família Cruz (onde até hoje mantém o seu sobrado em pé). Foi nessa rua que foi fundada em 1904 a Loja Maçônica Harmonia Caxiense. O Cine Rex também estava localizado ali onde era o ponto de encontro da juventude caxiense. Devido a reforma que ocorreu em 1989 onde foi pavimentada com pedras portuguesas e proibida a circulação de veículos, ficou exclusiva para pedestres e ambulantes que expunham suas mercadorias.

Hoje a rua é predominantemente comercial restando apenas duas residências tombadas como Patrimônio Histórico. Na falta de normas arquitetônicas e urbanísticas, a rua sofre com o crescimento desordenado de imóveis acima de dois pavimentos, destruindo o restante do acervo cultural e excesso de propagandas que acabam deixando uma poluição visual. Além da explosão do comercio ambulante que cresceu na área, inclusive com alimentos e demais produtos perecíveis. A circulação de pedestres, que deveria ser livre e prazerosa, acaba sendo um transtorno ao se passar pelo local.

Sobreposição – Caxias ontem e hoje – 03

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Edifício Machado (atual Banco da Amazônia)

Filial da Firma Alderico Novaes Machado & CIA, de propriedade do comerciante e político Alderico Novaes Machado. Alderico Machado foi um dos grandes comerciantes caxienses na metade do século XX, eleito Deputado Estadual na legislatura 1955/59 foi eleito Presidente da Assembleia, onde chegou a ser Governador do Maranhão em 1956 até a posse definitiva do titular, Eugenio Barros.

Em estilo Art Déco, mantinha características como nomes em relevos e a data 1948, provavelmente o ano da conclusão da reforma para receber a firma. Teve todas essas características arquitetônicas removidas provavelmente na década de 1970, onde se achava que com essa atitude o prédio ficaria visualmente “moderno”.

No prédio já funcionou lojas de tecidos como ‘Quitandinha’, Armazém Bandeirantes e o Banco da Amazônia, hoje está instalado até hoje.

Sobreposição – Caxias ontem e hoje – 02

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Casa Vilanova

Localizado na Praça Gonçalves Dias, esse prédio de estilo colonial era único exemplar com mirante em Caxias. Pertencia as gerações da família Villa Nova. Na foto em preto e branco datada do início do século XX, era o comercio do Cel. Francisco Villa Nova, político e comerciante de Caxias.

O imóvel atual segue bastante descaracterizado, mas ainda mantem alguns elementos arquitetônicos como seu beiral. Embora mantenha sua tipologia, a poluição visual, diversificada em propagandas exageradas e sem nenhuma normativa, esconde sua história e deixa o prédio escondido para a população.

Sobreposição – A cidade ontem e hoje – 01

Eziquio

Empresa ‘Guimarães Silva & Comp’, fundada por Antônio Joaquim Ferreira Guimarães em 1876. Antônio Guimarães foi um comerciante e político do final do séc.XIX em Caxias. Em 1889 foi um dos fundadores junto com Dias Carneiro e Manoel Bayma Lago da Companhia União Caxiense, no imponente prédio na Praça do Panteon onde atualmente funciona o Centro de Cultura José Sarney.

A foto em preto e branco foi tirada provavelmente em 1916/17 quando Antônio Guimarães já tinha falecido e a firma passada para a viúva e filhos. A foto atual é do início de 2016 e atualmente no prédio, já bastante descaracterizado, funciona uma loja de produtos para festas.

Sobreposição feita por Eziquio Barros Neto.