Carnaval ao longo do tempo em Caxias

A tradicional festa popular a muito faz a alegrias dos caxienses. No século XIX a festa no Brasil era conhecida como Zé Pereira, o que hoje conhecemos como blocos nas ruas. Conservadora como era devido a forte presença da igreja católica, os foliões caxienses aproveitavam os dias de carnaval para extravasarem antes do jejum da quaresma. No fim do século por volta de 1890, grandes comerciantes faziam bailes a fantasia em suas casas como o Tenente Coronel Cesar Negreiros, tudo animado pela banda do maestro Carimã. Terminada a banda, os jovens corriam atrás de outra orquestra para dar continuidade a festa se estendendo até as 4 horas da manhã com muita quadrilha, valsas e polca.

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Propaganda da loja de Antonio Thadeu Assunção em 1898. Década de 1930: Anuncio da União Operaria, marchinha do bloco Cara Preta e comunicado do Cassino Caxiense

Diferente dos tempos de hoje, a festa iniciava-se a tarde e terminava por volta das sete da noite. Sem luz, sem energia os foliões se recolhiam em meio as serpentinas e confetes. Apenas os notívagos, artistas e boêmios se estendiam em meio a madrugada em casas de damas da vida ou nos largos da cidade.

Século XX

Na virada do século pelo menos até 1910, uma semana antes do carnaval grupos mascarados saiam as ruas anunciando a festa. Eram sempre dois blocos grandes a percorrer nas ruas e largos com bandas. As bandas eram dos maestros Carimã Junior, Dourado e Lyra Comercial. A tradição de blocos saírem as ruas anunciando o carnaval semanas antes da data oficial durou décadas na cidade. Em 1902 com uma crise econômica que fechou três fabricas em Caxias demitindo cerca de 800 operários, o carnaval foi pouco animado se reduzindo a alguns mascarados pelas ruas, muitos sem banda de música. Mas a tristeza durou pouco.

O Grupo “Dragões do Averno”, promovia batalha de flores e confetes nos bailes. Os rapazes interessados iam até a casa do professor Nereu Bittencourt para programar as festas. Baile na residência do Tenente Coronal José Lemos

Desde esse tempo se registra carnaval na praça Gonçalves Dias. As festas eram nas portas de casas dos coronéis que promoviam a festa. Desfile era de mascarados com duas bandas de música percorrendo a cidade. A noite baile nas residências. Baile de máscaras do coronel Raimundo Ferreira Villa Nova com a banda Lyra Comercial, de propriedade do Major Acrizio Bastos. EM meio a festa, ainda era tradição parar a festa para momentos de trova e agradecimentos a figuras da sociedade. A violência era inexistente e nenhum crime ou ocorrência grave eram registradas nos eventos carnavalescos.

Pela década de 1930 o local predileto do carnaval da alta sociedade era o Cassino Caxiense que ainda tinha sede no casarão colonial na praça Gonçalves Dias. Blocos organizados pelas senhoras se organizavam nas salas do ambiente. No dia do rei momo os blocos saiam as ruas arrastando a multidão. Poetas, sambistas e boêmios escreviam marchinhas especiais para os eventos, como Ribamar Pereira.

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Comunicado do Bloco Cara Preta e Clube dos Misteriosos. Anuncio do Centro Artístico na década de 1960 e ainda um filme sobre o carnaval de Caxias nos cinemas de São Luis em 1955.

Bailes de carnaval também eram organizados por grupos que tinham sócios e diretoria, como o “Clube dos Misteriosos” que tinha então Promotor Público de Caxias Arthur Almada Lima como grande entusiasta que organizava bailes no carnaval na residência de Vancrilio Gonçalves. Esse grupo era exclusivo para homens.

O Bloco “Cara Preta” se tinha baile na residência do Coronel Trindade José Vidigal, onde hoje é a Rua do Comercio. Se o sócio não estivesse em dia não participava das brincadeiras. A frente a orquestra “Euterpe Carimã” com o maestro Josias Beleza comandava os dois dias de baile junto com outras duas, que era a Lyra Comercial e uma outra organizada entre os próprios sócios foliões. Entre a comissão organizadora do bloco vinham, além do proprietário da casa, Eugenio Barros, Helvécio Villa Nova, José Delfino, Nachor Carvalho entre outros. Esse bloco com o “Clube dos Misteriosos” juntavam a aristocracia caxiense. Outros blocos e bailes também eram organizados na cidade, porem na maioria de familiares e amigos de última hora como o grupo “Clube do amor” de Josias e Durval Beleza em um palacete na rua Dias Carneiro.

Na classe operaria os bailes rolavam organizados na sede da União Artística Operaria Caxiense, no Centro Artístico Operário Caxiense e demais agremiações de trabalhadores e artistas em geral. As festas eram de três dias de carnaval.

Ainda na década de 1930 outros grupos carnavalescos vieram, como “Queima com Água” de Nachor Carvalho e amigos, “Malandro da Fuzarca” de Waldemar Lobo, “União Potense” dos moradores do bairro Ponte e ainda “Democráticos”, “Bloco do Amor”, “Baianas, “Cariocas”, “É do Barulho”, “Eu só vou com você”, ” “Rancho do Amor” e “Rancho União”.

A era sombria da ditadura do Estado Novo na Era Vargas que viria em 1937, já batia a porta em Caxias. Um ano antes o delegado de polícia Tenente Manoel do Rosário Pinheiro lançava um Edital proibindo foliões de andarem mascarados nas ruas de Caxias, sendo permitido apenas dentro dos bailes e após a devida revista policial. E ainda a proibição de desfiles de blocos e bailes sem a devida permissão da polícia e fantasias que ofendiam as autoridades policiais e eclesiásticas.

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Propaganda da Casa Sul Americana anunciando a venda de lança perfume para o carnaval de 1936. O produto seria proibido no Brasil em 1961.

Nos anos 60 carros enfeitados desfilavam pelas ruas com a rainha e princesas do carnaval, rei momo e demais fantasiados, sempre tendo o Cassino Caxiense como ponto de encontro. Com a inauguração do Clube Alecrim no final da década de 1970, o clube situado no morro passou a ser o local preferido do caxiense com amplo espaço para os foliões. Escolas de samba com carros alegóricos desfilavam na praça do Panteon onde havia concurso de melhor desfile e premiações para as escolas.

Nos anos de 1990 o axé music tomou conta do carnaval no Brasil inteiro. As marchinhas e o samba deu espaço para esse novo ritmo. No Clube Alecrim quem comandava era a banda Jomar Tempo 3. Enquanto as cidades passaram a organizar blocos nas ruas Caxias manteve a tradição de organizar carnaval de salão. Somando isso com o crescimento da violência e ausência de festas populares, levou o carnaval que era considerado o melhor do interior do Maranhão, a entrar em declínio e a quase acabar no início dos anos 2000.

Felizmente a cidade vem recuperando o folego. Abandonou o carnaval de salão e voltou de vez as ruas com blocos brincantes nas praças como o Cantafolia na praça São Benedito que quis trazer de volta o carnaval tradicional e bandas na avenida Alexandre Costa.

Eziquio Barros Neto – É caxiense

Show Ilusionista no Teatro Phenix

 

Teatro Fenix 1905

No mês de março de 1905, apresentava-se em Caxias no Teatro Phenix o mágico italiano Salvatore Vigilante que excursionava pelo Brasil com seu show de ilusionismo onde uma das atrações era arrancar a cabeça de um homem, conforme demonstra essa propaganda no jornal caxiense O Paiz.

A propaganda sensacionalista pedia a senhoras gravidas que evitassem o show, aumentando o suspense do espetáculo.

O Teatro Phenix fundado no século XIX era o maior teatro em Caxias onde recebia atrações de todo o Brasil, além dos primeiros filmes cinematográficos. Seu prédio ainda existe na rua Aarão Reis, totalmente abandonado com sério risco de desabamento.

Cinematografo Alemão

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Noticia de uma das primeiras projeções cinematográficas em Caxias. O evento ocorreu nas dependências do Teatro Phenix, na rua Aarão Reis no mês de junho de 1904, conforme noticia o jornal caxiense ‘O Paiz’.

O primeiro cinema em Caxias foi o ‘Odeon Cinema’, instalado no mesmo Teatro Phenix, pertencente a firma Brasil e Apolônio, em 1918.

De quem é a preferência na descida do Morro do Alecrim?

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Desde que foram feitas sinalizações pintadas no asfalto pela Prefeitura a cerca de cinco anos pela cidade, em diversos pontos surgem dúvidas quanto a dar preferência. Uma delas, e provavelmente a maior, é a rotatória pintada na descida do Morro do Alecrim ao lado da Igreja Catedral. Afinal, de quem é a preferência ao chegar aquele ponto?

Até a sua implementação o veículo que descia ou subia o Morro do Alecrim tinha a preferência. Isso se valia da velocidade com que o automóvel descia o morro. Por ser uma via que tem como função a distribuição da área central até a Zona Leste, e com a necessidade de organizar esse cruzamento tanto para bairros da Zona Sul e demais áreas centrais (passando por trás da igreja que dá acesso à rua Aarão Reis) a Prefeitura pintou faixas de sinalização neste cruzamento.

Desde então, mesmo com a rotatória instalada, a preferência continua a ser de veículos que se fazem valer da alta velocidade com que descem o Morro do Alecrim.

O que diz a Lei?

Conforte o Código de Transito Brasileiro (Art.29, inc. III al. b): O veículo que está circulando por uma rotatória tem a preferência (desde que não haja sinalização em contrário, como rotatórias em rodovias). Mas a dúvida que surge é se ali é de fato uma rotatória.

O que é uma rotatória? Conhecida popularmente como balão, as rotatórias são dispositivos urbanísticos localizadas em interseções para auxiliar na distribuição do trafego de veículos em certas localidades, diminuindo assim o seu conflito. De forma circular ela varia de tamanho de acordo com as vias que se pretende organizar. Geralmente possui canteiro central, jardins, esculturas e demais ornamentos. Mas elas também podem ser simples, apenas pintadas no asfalto. (VER IMAGEM 1)

O Manual Brasileiro de Sinalização de Transito – CONTRAN (2007), estabelece a sinalização horizontal, aquela pintada no asfalto onde sinaliza estacionamentos, faixas, símbolos, ciclovias e rotatórias.

Sim, ali é uma rotatória e o veículo que circula por ela tem a preferência.

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Exemplo de rotatória.

Interseção fora da rotatória

Respondido essa dúvida surge uma outra devido a sinalização horizontal em seguida: O veículo que vem da praça da catedral e segue para a Travessa do Hospital (rua do SAAE) rumo a rua Aarão Reis também tem a preferência?

Uma vez que o veículo sai da via de circulação da rotatória ele perde a preferência. Não parece obvio? Não nesse caso. O problema é que logo após a via da rotatória o veículo se depara com uma faixa de cruzamento que a retira da rotatória e direciona para o cruzamento. Então quem deve parar aqui é o veículo que desce o Morro do Alecrim, da mesma forma que deve parar na rotatória? Como não há sinalização, recorremos novamente ao mesmo Art.29 do Código de Transito Brasileiro:

“III – quando veículos, transitando por fluxos que se cruzem, se aproximarem de local não sinalizado, terá preferência de passagem:

c) nos demais casos, o que vier pela direita do condutor”.

Então nesse caso, se o veículo pretende cruzar para seguir pela Travessa do Hospital, é ele quem deve parar e dá preferência para quem trafega pela direita, ou seja, aquele veículo que desce o Morro do Alecrim.

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 Rotatória existente com sinalização horizontal para cruzamento com a Travessa do Hospital. A rotatória não permite que quem está fazendo circulação siga direto para a Travessa. Obrigatoriamente deve pegar este desvio. A seta em vermelho é o veiculo que deve parar, pois sai da via da rotatória.

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Veiculo dentro da via de rotatória. Ao seguir pela seta da esquerda para o retorno, o veiculo tem a preferência. Ao seguir pela seta da direita, rumo ao SAAE, deve parar e dar preferência a que desce do Morro do Alecrim.

Solução

O problema ocorre devido a histórica falta de planejamento em nosso sistema viário. Quase todo o fluxo de veículos é obrigado a circular pelas irregulares ruas de nosso centro histórico. Nesse cruzamento da Catedral, como já explicado acima que serve como área distribuidora das regiões da cidade, as ruas por não terem um traçado ortogonal, acaba dificultando a implementação de uma rotatória que deveria simplificar a distribuição do trânsito.

Para resolver grande parte do problema que enfrentamos hoje é necessária a implementação de um anel viário na área central de Caxias, o que tiraria o grande fluxo do chamado ‘centro histórico’, alargando ruas e criando avenidas o que facilitaria ainda a mobilidade urbana com ciclovias e transporte coletivo.

A solução paliativa para este caso da descida do Morro do Alecrim seria a sinalização, tanto horizontal quando a vertical, estabelecendo quem deve parar de acordo com o fluxo de veículos, dando maior segurança a todos.

Eziquio Barros Neto é arquiteto e urbanista. Atualmente presidente do Conselho Municipal da Cidade de Caxias – CMCC

20 de Agosto – Dia do Maçom

Cruzeiro do Sul VI

No dia 20 de agosto é comemorado o dia do Maçom, ocasião em que a Ordem Maçônica brasileira presta homenagens a sua história em Sessões especiais entre seus membros e familiares, além de ser homenageada por diversas instituições e em alguns Parlamentos dos Poderes Legislativo. A data foi escolhida pelos Maçons brasileiros em referência participação histórica pela qual a Ordem teria papel importante: a Independência do Brasil. Mas o papel que a Maçonaria teve neste evento, direta ou indiretamente, ainda é bastante impreciso. Uma coisa é certa: Maçons tiveram papel fundamental no processo de Independência, como José Bonifácio e Joaquim Gonçalves Ledo. Mas e a Maçonaria?

A história bastante conhecida e propagada até hoje é a de que a Independência do Brasil fora traçado dentro das Lojas Maçônicas. Em uma Sessão histórica ocorrida no dia 20 de agosto de 1822, Gonçalves Ledo que dirigia a Sessão, teria feito um discurso inflamado em defesa da Independência e teria proposto naquele instante a imediata separação do Brasil de Portugal e a proclamação de Pedro de Alcântara como Imperador do Brasil. Tal proposta teria sido aceita pelos Maçons presentes e então a Independência proclamada dentro do Templo Maçônico no Rio de Janeiro. Uma Ata desta Sessão teria sido enviada a Pedro comunicando o ocorrido e então, diante do fato, proclamado a Independência as margens do Rio Ipiranga, em São Paulo.

A Sessão de fato aconteceu e a Ata encontra-se atualmente na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro desde 1923. Mas a história real não é bem como a descrita acima. A começar pela data de 20 de agosto de 1822, onde neste dia sequer houve Sessão Maçônica.

Conforme a Ata original, se lê o seguinte: “Ata da Sessão do 20º dia do 06º mês do ano de 5822 da V.L.”. A confusão teria acontecido na tradução feita pelo Barão do Rio Branco, onde ele teria considerado a data pelo calendário maçônico iniciando no dia 01º de Março (Rito Moderno, praticado no início da Maçonaria Brasileira), portanto dia 20 do sexto mês, seria 20 de Agosto.

Acontece que as Lojas Maçônicas em seus primórdios usavam o calendário de outro rito, o Rito Adonhiramita, onde o ano se inicia em 21 de março. Apesar de adotarem o Rito Moderno, eles continuaram registrando com as datas do Rito antigo. Portanto a data correta em que ocorreu a Sessão histórica no Rio de Janeiro seria o dia 09 de setembro de 1822, dois dias depois do 07 de setembro, data que foi oficialmente proclamado a independência do Brasil.

Outro fato que cerca este assunto é o que fora debatido nesta Sessão. Gonçalves Ledo e os Maçons teriam proclamado a Independência do Brasil naquela Sessão? Outra lenda. Na verdade, Ledo dirigindo a Sessão teria feito um discurso exaltando o Brasil, destacando a conjuntura política e apresentado uma moção em favor de sua independência. Mal sabiam eles que a independência já estava consumada. Provavelmente essa moção seria levada ao Príncipe Pedro, que era Maçom, firmando os ideais da Maçonaria em levar adiante um processo de independência.

É necessário frisar que uma viagem entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo naquela época, em clima bom e sem imprevistos, durava uma semana a cavalo. Dessa forma seria impossível que os Maçons do Rio tivessem conhecimento do ato feito por D.Pedro, e que por coincidência exigiram a independência e a criação do pais brasileiro na mesma semana.

Desde a independência dos Estados Unidos (1775) e a explosão da Revolução Francesa (1789), a Maçonaria brasileira abrigara vários pensadores adeptos dos ideais iluministas que proliferava na America Latina em busca de sua soberania que viria com a Independência. Com a criação do Grande Oriente Brasílico (ou Brasiliano) em 17 de julho de 1822, onde reuniu Lojas Maçônicas já existentes, e que tinham em seus quadros homens influentes na corte do reino, na elite e exercito, a separação do domínio português estava na ordem do dia.

Essas ideias eram debatidas livremente nos Templos Maçônicos, que encontravam entre suas paredes total liberdade, ao contrário das ruas de domínio português.

Ainda que os conflitos das datas existam o dia 20 de agosto é comemorado como o dia do Maçom no Brasil. A data foi estabelecida em 1957, por proposta de uma Loja de Itajai-SC enviada a Grande Loja de Santa Catarina, porem com a data de fundação da mesma. Posteriormente em reunião das Grandes Lojas brasileiras, a data escolhida acabou sendo o dia 20 e em seguida acatada pelas demais Potencias Maçônicas brasileiras.
O Dia Internacional do Maçom é comemorado no dia 22 de fevereiro desde 1994, data de nascimento do patriarca da independência americana George Washington.

No Maranhão, nesta data também é comemorado o Tratado de União entre as três Potencias Maçônicas regulares, sendo elas: Grande Oriente Autônomo do Maranhão (GOAM), Grande Oriente do Brasil no Maranhão (GOB/MA) e Grande Loja Maçônica do Estado do Maranhão (GLEMA). Tratado firmado em 20 de agosto de 1999 em São Luís. Em Caxias as duas Lojas Maçônicas existentes, Cruzeiro do Sul VI e Duque de Caxias II nª28, comemoram essa data com festividades entre si.

Parabéns a todos os Maçons do Brasil e também do mundo, pois a Maçonaria é uma só em todo o universo.

Eziquio Barros Neto – Mestre Maçom da A.’.R.’.B.’.L.’.S.’. Cruzeiro do Sul VI

Cartografias invisíveis: saberes e sentires de Caxias

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A Academia Caxiense de Letras lançará neste sábado dia 15 de agosto, uma biografia completa sobre a cidade de Caxias. É uma obra monumental sobre a historia da cidade, arquitetura, urbanismo, poesias, Balaiada, artes em geral, culinária, turismo e demais informações precisas sobre a Princesa do Sertão. O projeto demorou um ano para ser elaborado e concretizado, contanto com a pesquisa de diversos profissionais de cada área.

O projeto “Cartografias invisíveis: saberes e sentires de Caxias” será lançado no Assunção Eventos, na Av. Santos Dumont.

Arquitetura, Centro Histórico e Desenvolvimento Urbano

Fui convidado pela ACL a participar deste projeto com os temas sobre a arquitetura da cidade de Caxias e o seu acervo dentro do centro histórico, tombado em 1990. Conta com mais de 40 fotos desde o inicio do século XX até os dias de hoje com a degradação de parte de seu patrimônio.

No desenvolvimento urbano, traço desde os primeiros assentamentos indígenas, o início da ocupação urbana criando o núcleo central da cidade e seu estabelecimento com as vias, casas e largos. Nele cito como a cidade se desenvolveu sem planejamento, criando os problemas atuais da cidade e o que esperar de seu futuro.

Academia Caxiense de Letras

A ACL é uma instituição cultural fundada em 1997 onde possui 40 membros efetivos, se tornando imortais para a cultura da cidade.