Exposição no palacete do Comendador Alderico Silva

O palacete do Comendador Alderico Silva recebe exposição de duas artistas caxienses: Tita Rego e Valmira Salazar. O visitante pode aproveitar e conhecer um pouco da residência dessa figura importante na cidade. As peças estão a venda com 50% de desconto. A entrada é gratuita.

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Partida do poeta Vespasiano Ramos

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O jornal caxiense ‘O Caixeiro’ de 17 de janeiro de 1916 dá a noticia da viagem para São Luis do poeta Vespasiano Ramos. Era a ultima vez que o poeta estivera em sua terra natal que tanto amava.

“Para a capital seguiram a 11 deste, o poeta Vespasiano Ramos, Raimundo Luz e Silva e Pedro da Cruz Oliveira, que deixaram-nos suas despedidas”.

Dali ele partiria para Belém, Manaus e enfim Porto Velho onde morreria no dia 26 de dezembro daquele ano.

Curiosidade: Três dias antes da viagem de Vespasiano Ramos, no dia 08 de janeiro, falecia o Dr. Antonio Eduardo de Berredo, conforme dá a noticia abaixo. No mesmo dia a Câmara de Vereadores se reuniu em sessão extraordinária  para homenagear esse medico que muito fez por Caxias. Em sua homenagem a Rua das Oliveiras ganhou o nome de Rua Eduardo Berredo, conhecida como Rua Dr.Berredo.

Correção do artigo “Um crime na Rua do Comércio”

A pedido da família venho fazer a seguinte correção:

1 – O nome correto da morada do imóvel demolido é Florise Maria da Cunha Soares. Ela não foi a ultima residente do imóvel a falecer e, assim como dona Florise, toda a família tinha o maior interesse em sua preservação.

O blog deixou claro desde quando noticiou a derrubada do imóvel que tal atitude não partiu dos herdeiros da família, mas sim do novo proprietário.

Fica aqui o reforço na informação!!!

Um crime na rua do comércio

Na noite da ultima quarta-feira começou uma movimentação estranha pela estreita rua do comércio. Enquanto a cidade dormia e descansava no feriado ocorreu o crime. Quando os trabalhadores chegaram cedo na rua veio o susto. Se depararam com a cena, ou melhor, a falta dela. O imóvel centenário havia desaparecido.

Embora essa história pareça absurda ela é mais comum do que se imagina. Imóveis tombados pelo Decreto Estadual de 1990 que deveriam passar por uma avaliação técnica para qualquer tipo de obra acabam sendo demolidos por completo.

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Fachada em Meia Morada (porta e duas janelas) – Demolido

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O Imóvel

O imóvel de meia morada data do século XIX em que a predominância da arquitetura era o estilo português. Uma das características desse estilo são casas geminadas, coladas umas nas outras sem os afastamentos laterais e frontais. O imóvel começava na Travessa José Guimarães e terminava na Rua do Comércio. Ao longo do tempo ele veio sendo desmembrado e vendido pela família.

Com o falecimento da última moradora do imóvel, a senhora Florice Villa Nova, que queria a preservação da casa, o imóvel foi vendido a um comerciante que pretende anexar a área a seu prédio que fica na rua Aarão Reis.

A nós caxienses só resta lamentar e cobrar as autoridades competentes que façam alguma coisa.

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Variação de piso em ladrilho hidráulico e barro cozido – destruídos

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Corredor de entrada e forro – destruídos

Sobreposição – Caxias ontem e hoje – 09

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Fabrica Manufatura União Caxiense

A Companhia União Caxiense foi fundada em Caxias no dia 22 de outubro de 1889 por Francisco Dias Carneiro, Antônio Joaquim Ferreira Guimarães e Manoel Correia Bayma do Lago, sendo seus primeiros diretores. A intenção era a construção de um parque têxtil em Caxias. Após a construção da primeira fábrica Industrial Caxiense no bairro Ponte, era hora da segunda. O local escolhido foi a Praça da Independência área central de Caxias e próximo a estação da linha férrea.
Projetada pelo engenheiro maranhense Palmério Cantanhede, a monumental fabrica possui elementos arquitetônicos neoclássicos destacando-se o seu frontão na fachada.
O largo em que ficava a delegacia, tribunal do júri e Câmara de Vereadores recebeu o nome desse grande industrial que muito fez por Caxias. Era nesse largo que aconteciam as primeiras partidas de futebol na cidade. Posteriormente foi urbanizada ganhando bustos de Dias Carneiro, Coelho Neto, Gonçalves Dias e Vespasiano Ramos, o que a tornou popularmente conhecida como Praça do Panteon.
A fábrica encerrou suas atividades na década de 1970. O prédio ficou abandonado correndo o risco de ter sua estrutura toda desmontada. Em 1977 a fábrica foi adquirida pelo município de em 1980 instalado o Centro de Cultura José Sarney. O prédio foi tombado em junho do mesmo ano pelo Decreto Estadual Nº 7.660.

Francisco Dias Carneiro

Nasceu no sitio de sua família em 23 de novembro de 1837 na cidade de Pastos Bons-MA. Estudou em São Luís e em Recife onde se formou como advogado em 1861. Voltou para a cidade natal onde exerceu o cargo de Promotor, além de levar os negócios na lavoura da família. Em breve passagem por São Luís, acabou vindo residir em Caxias. Em viagem para o Pará conheceu o engenheiro Hiram W. Mappers Jr. onde fora convidado para a construção da ponte sobre o rio Itapecuru pela sua empresa ‘Prosperidade Caxiense’. Dessa parceria viria o início da indústria têxtil no Maranhão com a instalação do parque em Caxias. Na política foi eleito Deputado Provincial, Deputado a Assembleia Geral (equivalente a Deputado Federal) e vice-presidente do Maranhão. Faleceu esse ilustre maranhense no dia 17 de janeiro de 1896 na cidade de Caxias.